Rui Bragança faz história!
Há 10 anos
O Vitória conseguiu um muito positivo segundo lugar no ranking do fair-play, o que mostra que o sucesso pode andar de mãos dadas com o bom comportamento dentro e fora do campo. Podem ver a fonte original aqui (LPFP).| Posição | Clube | Pontos |
| 1 | Vitória FC (Setúbal) | 16,008 |
| 2 | Vitória SC (Guimarães) | 15,883 |
| 3 | Académica | 15,800 |
| 4 | Estrela da Amadora | 15,767 |
| 5 | Porto | 15,667 |
| 6 | Marítimo | 15,650 |
| 7 | Sporting | 15,625 |
| 8 | Leiria | 15,558 |
| 9 | Nacional | 15,425 |
| 10 | Naval | 15,400 |
| 11 | Leixões | 15,275 |
| 12 | Belenenses | 15,217 |
| 13 | Braga | 15,183 |
| 14 | Benfica | 15,075 |
| 15 | Paços de Ferreira | 15,008 |
| 16 | Boavista | 14,750 |
Conseguimos! Há dois anos fechamos o campeonato também com o Estrela em nossa casa, mas da pior maneira possível. Agora os sentimentos não podiam ser mais opostos. Um ano depois do pesadelo, o "monstro", o "gigante" Vitória reergueu-se e está aí para a luta! Terceiro lugar no campeonato (igualando a melhor classificação de sempre - com esta época ficamos já por 4 vezes em terceiro), qualificação para a 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões e, o mas importante de tudo, de volta a alegria, o orgulho, a festa, o prestígio, a honra, a suprema felicidade de saber que pertencer à família vitoriana é pertencer a algo único e muito especial. Obrigado direcção, obrigado equipa técnica, obrigado jogadores por nos devolverem um sorriso largo às nossas faces.
Do jogo de ontem em si, nem apetece falar muito. O primeiro momento de excitação aconteceu... com o golo do Boavista. Impossível alguém não saber, mesmo sem rádio, dada a explosão que mais parecia um golo. O Sporting viria a marcar logo a seguir (novamente com uma grande penalidade). E pouco depois marcava novamente, sendo que o Benfica inaugurava também o marcador. E foram esses minutos os mais difíceis: os nosso adversários já estavam a ganhar e nós ainda continuávamos 0-0, presos na teia defensiva do Estrela.
Até que aos 36', o grande capitão Flávio Meireles (bem mereceu) tira um momento mágico da cartola e repete a gracinha de Belém, marcando um golo "fotocópia" do que marcou em Belém! Explosão enorme de alegria no estádio e a certeza que o mais difícil estava feito! Na segunda parte alguma "tremideira" e surge o momento que nos colocou o coração nas mãos: por volta dos 65' o Estrela quase marca, com Mendonça a desperdiçar frente a Nilson. O lance teve o condão de acordar o Vitória e logo a seguir o recém-entrada Fajardo cruza com perigo, e na sequência o guarda-redes estrelista sacode mal a bola contra Alan, que acaba por fazer o primeiro (e também muito merecido) golo da época! Com a certeza que a vitória já não fugia, a equipa descomprimiu, libertou-se e ainda fez mais golos. O terceiro um golão de meia-distância de Andrezinho (só ele saberá se cruzou ou rematou) e o quarto num remate muito colocado de Desmarets.
Está completo o ramalhete, e a vingança do resultado da primeira volta. Durante esses minutos a festa no estádio foi muito, com a onda, muitos cânticos e cachecoladas. O jogo terminava em festa e depois de os adeptos vitorianos terem sido impecáveis em não invadir o campo, a alegria continou. Primeiro em campo, com muita emoção e alguns jogadores, como é o caso de Luciano Amaral, completamente doidos de contentamento. Cajuda, esse, mesmo a terminar o jogo, ofereceu a gravata a um adepto e veio para a bancada, para junto da família, aplaudir os jogadores como se ele próprio fosse um simples adepto. Obrigado por tudo Mister!
A noite ainda era uma criança e a festa continuou com o "Trio Eléctrico", os jogadores, um mar de paixão vitoriana, muita música e muita animação! Cai o pano sobre uma época memorável para o Vitória. Foi pena não termos conseguido o segundo lugar, não o escondo, mas se pensarmos na nossa situação há pouco mais de um ano, é mesmo incrível o que conseguimos! E com tudo isto, batemos mais um recorde: nunca uma equipa tinha conseguido um terceiro lugar no ano em que subiu de divisão. Venha agora o dia 1 de Agosto para sabermos o nosso adversário na pré-eliminatória da Liga dos Campeões e... o céu é o limite!
O Vitória não conseguiu melhor que um empate em Belém. Num jogo onde era imperioso ganhar para continuar o sonho do segundo lugar, só conseguimos um ponto. Mas o inesperado empate do Benfica na Amadora garantiu-nos a manutenção do terceiro lugar. Já o Sporting, que esperava ver perder pontos, conseguiu ganhar e com isso afastou-se. É futebol!
Pior início era dificil. Mas para piorar ainda mais, aos 14' Carlitos é literalmente abalroado por Rodrigo Alvim, numa entrada violentíssima a pés juntos. Resultado prático, Carlitos (que tinha sido o elemento mais activo até aí) sai lesionado (parece que com 4 pontos num pé e fractura na mão) e R. Alvim apenas vê... amarelo. Um escândalo, num lance que tinha tudo para resultar num vermelho directo. Entra então Roberto, mas a defesa continua a mostrar intranquilidade, sendo que o Belenenses teve mais um lance com superioridade numérica no ataque (depois de dois ressaltos onde nos faltou garra) e em que poderia ter marcado.
Perto da meia-hora de jogo, canto a favor do Vitória e Flávio, o nosso capitão, faz um golo pleno de oportunidade e com muito mérito. Explosão de alegria dos cerca de 2000 vitorianos e renascia a esperança. Pouco depois surge a notícia do primeiro golo nos jogos dos nossos adversários. O Sporting marcava num livre que resultou de uma falta inexistente. Este factor arrefeceu-nos um pouco mas ainda antes do intervalo haveríamos de ver um golo anulado a Ghilas, num lance no mínimo discutível. Para mim Ghilas está em linha, e já vi várias vezes lances bem piores do que este serem validados. Mas isso não aconteceu, e lá ficou o comentador benfiquista Simões todo contente com o "fora-de-jogo milimétrico". Mas o que é facto que nesta altura, o Vitória já se tinha encontrado um pouco mais e jogava melhor que no período que se segui ao golo adversário.
Início de segunda parte e Vitória a controlar o jogo, mas sem criar grande perigo. Havia espaço para jogar, mas faltava acutilância. E num contra-ataque, Zé Pedro faz uso do seu habitual pontapé de meia-distância e Nilson faz a defesa do jogo. Até final, apenas relativo perigo nas duas balizas. Pior foi um lance entre Ghilas e Amaral, que me pareceu penalti. Mais uma vez nada foi assinalado numa falta que se fosse no meio-campo seria marcada "de caras". É incrível o que é preciso fazer para termos um penaltie a nosso favor... Em 29 jornadas, apesar de múltiplos lances, apenas tivemos um único penaltie a nosso favor!


Está a chegar o grande jogo! É hoje que o Vitória joga para segurar o seu segundo lugar. Um jogo entre as duas equipas mais regulares do campeonato (assim o diz a classificação) que tem tudo para resultar num grande espetáculo de futebol.
Porque é que o tempo não estica? Aqui vai um pequeno apanhado do que se foi passando no quotidiano do Vitória, agora que tenho uma "aberta":
Há um ano quem diria o que nos iria estar a acontecer agora? Por mérito próprio, a 4 jornadas do final do campeonato, o Vitória depende apenas de si próprio para alcançar um fantástico 2º lugar, que significaria entrada directa na milionária fase de grupos do sonho estrelado da Champions. O sonho comanda a vida e seja o que for que aconteça, ninguém nos poderá tirar o nosso regresso em grande estilo ao nosso lugar, à nossa liga, numa demonstração inequívoca do brilhante potencial do Vitória.
entrou com 11 jogadores a defender, sempre atrás do meio-campo, apenas procurando contra-ataques. O Vitória dominava, mas não criava propriamente perigo e seria o Boavista a ter o primeiro lance de perigo com Jorge Ribeiro a proporcionar uma boa defesa a Nilson. E foi nesta fase mais equilibrada (embora com domínio nosso) que apareceu o nosso golo. Insistência de Mohma, Alan ganha espaço para centrar atrasado para João Alves que num misto de remate/passe acaba por fazer uma assistência para Miljan finalizar já poucos metros da baliza. Era o delírio no D. Afonso Henriques com o mais difícil feito: o golo!
Não se pense que o Boavista mudou com o ocorrido. Continuou "cá atrás", sempre dando prioridade aos processos defensivos. Ainda antes do intervalo Ghilas teve nova grande oportunidade para o Vitória (excelente defesa de Jehle) mas seria depois do intervalo que o jogo ganharia renovado interesse em termos de claras oportunidades de golo, todas para o Vitória. Alan, Roberto e Moreno (bola ao poste) teriam os três lances mais perigosos mas teimosamente a bola não entrou mais. O Boavista apenas tentava ameaçar de bola parada, mas claramente nunca fez o suficiente para chegar ao empate. Os 90m chegaram e o segundo lugar estava no bolso!
Para não variar, a imprensa tentou dar destaque a tudo o que pode do árbitro. Foi repetido À exaustão o lance do nosso golo, na tentativa de descobrir um fora-de-jogo milimétrico de Alan no momento do passe de Mohma (recorde-se que depois a bola ainda passou por mais dois jogadores nossos) mas curiosamente (ou não) nunca pudemos ver a linha "milagrosa" que se pode obter com recurso às novas tecnologias para dissipar todas as dúvidas. Mesmo assim, muitos não tiveram pejo em falar de golo "irregular" (e em campo nem um único jogador boavisteiro protestou), ignorando por exemplo um claro penalti cometido por Marcelão, quando tem o braço levantado e impede uma bola de Alan de se dirigir para a baliza (e o jogador estava a vários metros de Alan). Já para não falar de uma agressão de Hussaine a Flávio, nas barbas do árbitro. Mas não é nada a que não estejamos já habituados.
É com muita ansiedade pelo jogo de hoje à noite que escrevo este post. A derrota do Benfica em casa por uns impensáveis 0-3 abre o caminho para o Vitória poder sair desta jornada no 2º lugar. E ainda acredito que o Sporting possa perder pontos com o Leixões.
Destaques muito positivos para Desmarets (dois golos), Nilson (muita segurança, ficou a minutos de quebrar o record do campeonato de minutos sem sofrer golos), para a ausência de amarelos (e estamos com tantos jogadores com 4) e para os indefectíveis vitorianos, que encheram a bancada para si destinada, mesmo com os preços exorbitantes e o horário mais que desadequado.
Joga-se hoje um jogo importantíssimo para o Vitória, mas também para o Paços de Ferreira, que luta para não se afundar na classificação. Vencer significara dar "paços" de gigante na nossa luta pelo sonho estrelado da Champions.
Já diziam o nosso capitão e o nosso treinador que a força da equipa é o plantel como um todo. E esta fotografia é sintomática! Note-se bem o pormenor. Ghilas já tinha sido substituído, mas sofreu como um verdadeiro adepto, gritou, cantou e no final correu como um louco para Roberto. Um plantel unido no sonho "estrelado" que dá colorido ao quotidiano vimaranense.
Mais uma jornada, mais um jogo à sexta, mais um golo perto do final, mais sofrimento, mais festa, mais 3 pontos, mais perto o sonho da Champions!
Regressa finalmente o campeonato, depois de uma paragem "pascal". E novamente jogamos a uma sexta-feira. Apesar de ser à semana certamente hoje o D. Afonso Henriques apresentará uma moldura humana digna de um terceiro classificado, que poderá passar para segundo em caso de Vitória.