Rui Bragança faz história!
Há 10 anos
Como já foi no Domingo, perdi o timing ideal para falar do jogo. Não posso deixar no entanto dizer que foi "mais do mesmo" de uma equipa que neste momento denota fragilidades assustadoras em todos os sectores, tirando a baliza, onde Serginho me parece ser o garante de um futuro promissor nessa posição. A defesa teima em não apresentar segurança, o meio-campo denota dificuldades enormes na criação de jogo e o ataque, sem uma referência (apesar do bom esforço do Marquinho), tarda em apresentar produtividade. As muitas lesões não ajudam, é verdade, mas não explicam tudo.
Na passada quarta-feira o Vitória empatou a zero em Belém e practicamente hipotecou todas as hipóteses que tinha de seguir em frente na Taça da Liga.


E já está! Finalmente "matamos o borrego" e eliminamos o V. Setúbal em sua casa (1-0, golo do capitão Flávio Meireles). Não fizemos um jogo brilhante, bem longe disso, mas ao contrário de outros jogos soubemos assumir as nossas limitações e ser matreiros quanto baste. É confrangedor ver a nossa (falta de) dinâmica ofensiva, mas em termos defensivos o que é certo é que não sofremos golos há 2 jogos, o que é uma novidade nesta época! E isto foi conseguido com o quarteto mais inesperado: Lionn, Gregory, Moreno e Mohma. Destes destaco Moreno, que tem vindo a subir de prestação. E o Vitória bem precisa... Só fico com pena que Andrézinho tenha ficado de fora, mas compreendo a opção de Cajuda. Não seria de apostar nele a extremo? Aliás, ele e Luciano fariam provavelmente uma dupla rápida e muito incisiva de alas ofensivos. Mas conhecendo Cajuda, penso que ele irá manter a mesma equipa, seguindo a sua filosofia de "em equipa que ganha não se mexe".
Finalmente se quebrou a malapata. José Mota dizia confiante que nunca tinha perdido no nosso estádio mas, como dizia uma tarja, hoje ele caiu no D. Afonso Henriques! Um golo de Fajardo ao cair do pano trouxe justiça ao marcador.
O jogo continuava com o Vitória agora a ser o único a procurar o golo até que, finalmente, a "sorte" bateu à nossa porta. Aos 89' lançamento lateral de Lionn, domínio na área de Carlitos e passe para Nuno Assis que centra rasteiro. Lucas tenta o golo, não consegue, mas tem interferência decisiva no lance, com a bola a sobrar para Fajardo que, com tudo para fazer o golo... não perdoa! Explosão de alegria no D. Afonso Henriques e os 3 merecidos pontos já não nos escapavam!
O Vitória perdeu ontem mais um jogo no campeonato. Mas o pior nem foi o resultado (derrota por 2-0 em Alvalade) mas sim o incrível nervosismo e falta de ambição da equipa. Há derrotas e derrotas mas mais uma vez não demos grandes sinais de podermos (finalmente) encetar uma recuperação exibicional.
O tempo foi pouco para poder actualizar o Paixão Vitoriana mas diga-se, em abono da verdade, que o resultado do futebol sénior foi tudo menos animador e motivante para escrever mais cedo. A exibição foi tão confrangedora e tão "tristonha" que me vou abster de comentá-la. Não é isto que quero para o meu Vitória. Podemos perder, mas exige-se que no mínimo se lute para ganhar e nunca jogar "para o pontinho". Sendo assim, o resultado foi uma derrota por 2-0 contra um Porto que deixa muito a desejar, mas chegou e sobrou para a muito cinzenta exibição vitoriana. Do comportamento da direcção (?) azul-e-branca falarei depois. Com isto continuamos afundados no 10º lugar da Liga Sagres e vemos a linha de água, simbolizada no nosso próximo adversário directo, a apenas 4 pontos.
Na formação do futebol foi precisamente o oposto. Os Júniores ganharam em casa por 3-1 ao Boavista e subiram ao 4º lugar da Zona Norte, sendo que a próxima jornada reserva uma difícil deslocação ao Leixões, actual segundo classificado. Os Iniciados foram golear o Moreirense em sua casa por 5-0 e continuam destacadíssimos no 1º lugar da série A apenas com vitórias. Os Juvenis não jogaram neste fim-de-semana.
No Voleibol, os campeões nacionais masculinos ganharam os 2 jogos disputados contra Machico (3-0) e Marítimo (3-1), mas cederam um set contra estes últimos. Estamos agora empatados em primeiro com C. Maia e Sp. Espinho, todos ainda só com vitórias. Os encontros entre estas três equipas começam daqui a 2 jornadas. O primeiro desses jogos é o Vitória-C. Maia, previsto para 20 de Novembro. Na liga A2 feminina, o Vitória perdeu a invencibilidade, ao ser derrotada em casa por 0-3 pelo CV Oeiras, mas o sonho de subida ao escalão principal continua vivo.
No Basquetebol o Vitória voltou às vitórias, vencendo o Sangalhos por 87-66, numa jornada cruzada. Hoje jogamos com o U. Aveiro, num encontro dos 1/16 de final da Taça, competição na qual defendemos o título brilhantemente conquistado no ano passado.
De forma natural o Vitória eliminou hoje o Boavista, rival de outros tempos mas que agora milita num escalão secundário. O futebol jogado na primeira parte não foi muito bom mas existiram melhoras substanciais na segunda parte, que redundaram em dois golos (Gregory e Fajardo) que ditaram uma vitória justa (até podíamos ter marcado mais golos mas seria se calhar injusto para os axadrezados). Ficam aqui algumas notas minhas:
O Vitória perdeu ontem com o Benfica no D. Afonso Henriques por 2-1. Foi um jogo como tantos outros com os encarnados, e a fazer lembrar o da época passada. Entramos com muito nervosismo e quando demos por ela já tínhamos oferecido 2 golos de rajada ao adversário. O primeiro aos 15' numa perda de bola de Andrézinho que depois redundou num sprint de Suazo com Danilo e Gregory a ficarem muito mal na fotografia, não conseguindo impedir o avançado de rematar a seu belo prazer. O segundo num livre aos 17' com a cabeçada certeira de Sidney, com a bola ainda a tocar no poste. Sem fazer por o merecer, os encarnados viam-se com vantagem folgada...
A partir daqui tudo se tornava mais complicado. Cheguei a temer que o resultado pudesse ser ainda mais desnivelado, face ao previsível adiantamento da nossa equipa e à falta de velocidade dos nossos centrais. Felizmente isso não aconteceu, o Benfica recuou e o Vitória tentou então atacar, sendo na maior parte das vezes inconsequente. Aos 26' primeira oportunidade digna desse nome, com Roberto a ganhar uma bola e a rematar já em queda. Aos 41' novamente Roberto faz uma boa desmarcação, Luisão falha a intercepção e Douglas, isolado, não perdoa, mostrando a sua faceta de matador (um grande avançado, sem dúvida). Estava reduzida a desvantagem e a justa expulsão de Reyes ao cair do pano dos primeiros 45 minutos fazia prometer uma segunda parte emocionante.
Ao intervalo Cajuda deixou ficar no balneário os amarelados Danilo e Flávio e fez entrar Mohma para... central (tentando dar rapidez para cobrir Suazo e mais segurança nas subidas de Luciano) e ainda Nuno Assis (não fez um bom jogo, mas mostrou alguns bons pormenores com aberturas a mudar bem de flanco). Contudo o Vitória nunca conseguiu verdadeiramente encostar o Benfica às cordas. Com o autocarro estacionado, a enorme altura dos seus centrais foi chegando para o chuveirinho. A nossa melhor oportunidade surge aos 55'. Desmarets tem tempo para fuzilar dentro da área, não consegue, ainda toca para João Alves que remata para excelente defesa de Quim. Ainda tentamos, parecia que quando o Vitória pressionava alto a defesa do Benfica não estava segura, mas o que é facto é que não marcamos. E terminava assim um jogo, com mais um resultado negativo em casa (apenas 2 pontos em 4 jogos no D. Afonso Henriques).
Nota final para a arbitragem: de fraco nível, sem dúvida. Carlos Xistra nunca teve o jogo na mão. Contudo só me posso rir ao verificar como a comunicação social consegue deturpar tanto um jogo, e com resumos "seleccionados" tenta passar a mensagem de que os lisboetas foram prejudicados. O que eu vi, que naturalmente corresponde à visão de um vitoriano, foi o contrário. Logo no início Aimar tentar forçar nitidamente um penalti que, correctamente, não foi assinalado. Depois, o segundo golo do Benfica nasce de mais uma das muitas quedas aparatosas da "vedeta" Aimar, quando este já tinha deixado a bola sair pela linha lateral (ver imagem). Segue-se o único lance duvidoso onde acredito que o Benfica tenha razão, com um fora-de-jogo mal tirado a Suazo (claro que repetido até à exaustão pelas TVs). Ainda na primeira parte uma agressão a Andrezinho não sancionada (que motivou muitos protestos do nosso banco), um Roberto que teve de esperar uns incríveis 2 minutos para entrar em campo (curioso que na segunda parte, na mesma situação, ao fim de 10 segundos o jogador encarnado já podia entrar) e uma expulsão justíssima de Reyes com um segundo amarelo que é até alaranjado. E depois do muito tempo com o jogo parado (por exemplo depois do primeiro golo encarnado, com as tochas dos adeptos deles a impedirem o reínicio do jogo), Xistra apenas dá um minuto. No segundo tempo foi incrível a maneira como pactuou com o anti-jogo. Valia de tudo. Yebda foi avisado 4 vezes antes de finalmente apanhar amarelo. Aimar por duas vezes chuta a bola para longe depois do apito e não vê o segundo amarelo. Roberto cai em lance duvidoso na área benfiquista (claro que para a imprensa vermelha este é "obviamente" nada e o lance do fiteiro Aimar na primeira parte é um óbvio penalty). E podia continuar mas é melhor ficar por aqui...
O Vitória não está bem e tem muito para caminhar para conseguir ter realmente uma equipa de futebol consistente. Pode ser que Nuno Assis venha trazer alguma creatividade ao meio-campo, que tão necessitado disso anda (Desmarets está a precisar urgentemente de experimentar o banco). E que falta faz a velocidade de Marquinho, neste lento e amorfo Vitória que depende quase exclusivamente da velocidade dos laterais para criar perigo pelas alas. Segue-se o Boavista para a Taça e depois a difícil deslocação ao Dragão. Esperemos para ver a reacção da equipa.
No futebol sénior o Vitória teve um empate com sabor amargo. Depois de termos feito o mais difícil (marcar o primeiro golo) perdemos claramente ambição e deixamos o Belenenses empatar a partida a 1 golo. O penalty é para mim tão escusado como forçado, mas, repito, o que fica para mim é o nosso recuo, quando devíamos e podíamos ter partido em busca de um tranquilizador segundo golo. De salientar pela positiva o facto de Luciano ser agora responsável por muitas das bolas paradas que dantes estavam destinadas ao (ultimamente) desinspirado Desmarets, algo que aumentou o nosso perigo. Pela negativa, a nova lesão de Marquinho, desta vez no ombro, causada pela excessiva agressividade dos defesas azuis quando o nosso jogador até tinha entrado bem. Seguem-se agora jogos bem dificeis para o campeonato.
No futebol de formação foi uma jornada de sentimentos opostos. Os Juvenis (2-1 ao Braga) e os Iniciados (7-0 no Vianense) continuam o fantástico desempenho, contando por vitórias todos os jogos efectuados. Naturalmente, lideram as respectivas séries. Já os Júniores, no regresso de campeonato, perderam por 2-1 em Penafiel e continuam a meio da tabela.
O voleibol sénior masculino teve um fim-de-semana de sonho. Numa dupla jornada acoreana, numa viagem que nos tem dado dissabores, conseguimos o pleno. No Sábado ganhamos ao aspirante a candidato Fonte Bastardo por 3-0. No Domingo aplicamos a mesma receita (3-0) ao recém-promovido Clube K. Não cedemos nenhum set e continuamos por isso em primeiro, empatados com Sp. Espinho e Castelo da Maia, sendo que apesar de ambos ganharem, ambos perderem este fim-de-semana 1 set. Para a semana recebemos um fragilizado Benfica.
Para finalizar, falo do basquetebol sénior masculino. Perdemos em casa o jogo com o Benfica por 66-79. Entramos bem no jogo e no final do primeiro período vencíamos por 19-12. Depois a equipa desconcentrou-se, consentiu muitos turnovers e acabou por sucumbir, perdendo novo jogo em casa. Esperemos pelos próximos jogos para conhecer a reacção da nossa equipa.
Depois de (mais) um interregno provocado por muitos afazeres pessoais e profissionais, estou de volta. Tanta coisa se passou que a maioria dos comentários que gostaria de fazer já perderam o eu timing. Fica apenas o esencial da actualidade vitoriana para ficar "arquivado."
E começo, claro, pelo futebol sénior profissional. No passado Domingo, perante cerca de 8000 espectadores (ao contrário de muitos, para ser contra uma equipa da terceira divisão e num jogo a pagar - pouco, mas a pagar - acho que foi uma casa bem razoável), o Vitória cumpriu os serviços mínimos e eliminou o União de Lamas.
Desde cedo se percebeu que a defesa do União correspondia à divisão onde jogava. Quando o Vitória subia um pouco o ritmo criava perigo e logo nos primeiros minutos, depois de falha defensiva, Roberto teve a primeira (de muitas) ocasião para marcar. Não o fez e o Vitória continuou num ritmo lento, pausado, previsível, sempre convencido que mais tarde ou mais cedo ia marcar. As oportunidades continuaram e principalmente nos últimos minutos da segunda parte Roberto teve mais duas flagrantes ocasiões para marcar. Na primeira isolou-se, foi puxado, quis continuar o lance (se cai ao chão, seria penalti e cartão vermelho para o defesa do U. Lamas) mas depois falhou incrivelmente. Logo a seguir tem nova chance, mas permite grande defesa do guarda-redes.
A segunda parte foi diferente e muito mais movimentada. Os números não mentem: em meros 45 minutos houve 6 golos, 2 bolas ao poste, 1 expulsão, 5 substituições, 1 golo anulado, 1 fora-de-jogo muito perigoso protestado e muito mais ainda. A história desta metade do encontro fica indelevelmente marcada pela expulsão do jogador lamacense. Justa, mas escusada. Um segundo amarelo ao cortar um contra-ataque rápido de Andrézinho, onde o jogador adversário se esqueceu que já tinha amarelo.
A partir daí, os acontecimentos surgiram em catadupa. O Vitória começou por ver Roberto enviar uma bola ao poste e pouco depois a inaugurar (finalmente) o marcador. Incrivelmente, o U. Lamas consegui empatar, mesmo com 10, benefeciando de um atraso infantil de Gregory (pouco depois vi Cajuda cumprimentá-lo). As coisas não pareciam fáceis mas surgiu então Douglas. Até aí não tinha aparecido muito em jogo (Roberto esteve muito mais mexido) mas mostrou que ao contrário do seu colega de ataque, é muito eficaz. Fez o 2-1 depois de jogada de insistência de Fajardo. Depois faz o 3-1 numa boa jogada de Luís Filipe. Ainda houve tempo para outra bola ao poste de Roberto e um golo para Marquinho. E ainda um 4-2 para o Lamas.
Uma nota para dizer que gostei de ver o regresso de Marquinho e de Luís Filipe (esteve excelente no terceiro golo vitoriano). Assim como gostei já mais de Fajardo na segunda parte, quando esteve bem encostado à linha. Quem está a precisar de descansar no banco é Desmarets. Continua irreconhecível e terrivelmente ineficaz nas bolas paradas. Quando saiu e Luciano começou a marcar os cantos, estes passaram sem dúvida a ser mais perigosos.