Rui Bragança faz história!
Há 10 anos
No derby do Minho, tivemos um jogo de futebol sem o seu "sal": os golos! Antes de comentar o jogo importa reconhecer as suas condicionantes: o Vitória vinha de um 120' estafantes com o Portsmouth, num jogo jogado a um ritmo frenético, e onde acabamos com vários jogadores em clara debilidade física. Além disso, tinhamos dois centrais castigados (Gregory e Sereno, que também está agora lesionado) e três opções que podem ser titulares lesionadas (Nuno Assis, Marquinho e Carlitos). São os nossos dois melhores alas e o criativo. Muita coisa junta que à partida me deixava com muito receio deste jogo, ainda para mais depois do "passeio turístico" dos nossos rivais à Eslováquia, com direito a descansar jogadores.
Dito isto, convém dizer que a nossa entrada em jogo foi surpreendentemente forte. Entramos com ritmo, com pressão e logo nos primeiros minutos criamos alguns calafrios à defensiva contrária. Em particular tivemos um centro muito bom de Luciano que não deu golo por escassos milímetros. Mas depois dos primeiros 15 minutos... houve um eclipse quase total da nossa equipa. O Braga começou a criar mais jogo e aos poucos foi começando a criar perigo. No final da primeira parte e em quase todo o segundo tempo, foram várias as ocasiões de que dispuseram e só a azelhice de Renteria, combinada com a classe de Nilson, fez com que jogo chegasse ao fim com um nulo.
Falando do que interessa, a nossa equipa, começo por dizer que Nilson está um senhor. Depois da menos conseguida noite de Basileia, ganhou confiança com a exibição portentosa em Portsmouth e agora está simplesmente arrasador. Muito seguro, transpira confiança por todos os poros e ontem foi um garante de solidez na defesa. Moreno, por muito que Cajuda tente, não é central. Foram inúmeras as vezes que sendo o último ou penúltimo homem, entrou "à queima" e deixou o adversário abrir espaços e criar oportunidades. Já Danilo trouxe uma classe de que a equipa precisa e estou certo que fará com Gregory a dupla titular do Vitória. Nas laterais, Andrézinho e Luciano fizeram um bom jogo. Dependemos deles para criar perigo em termos ofensivos pelas alas, e ontem defensivamente também estiveram bem.
No meio-campo, Flávio e Wênio continuam, apesar de tudo, a ser "a mais". Flávio foi amarelado (injustamente) muito cedo e teve de se "travar". Wênio lutou e ganhou muitas bolas, mas depois em termos de construção denotou dificuldades. João Alves estava claramente em deficit físico. Em termos de criação de jogo, Desmarets voltou a jogar numa espécie de nº10 e voltou a fazer um jogo para esquecer. Quem o viu e quem o vê! Se tivessemos opções, era um jogador a precisar urgentemente de banco. E até os livres e cantos, sua especialidade, foram (quase) sempre mal marcados (o que de resto também aconteceu com João Alves).
Depois sobram o sempre esforçado Roberto (mas que quando descai para a ala não tem qualidade de jogo nem velocidade) e o irrequieto Douglas, que teve quanto a mim boas movimentações. Mas tem de aprender a não estar tantas vezes em fora-de-jogo.
No final de contas, olhando para o jogo jogado, o empate foi um mal menor. Perante mais de 17152 espectadores (mais uma vez fiquei espantado com o número, pois olhando para as bancadas parecia-me muito mais gente - onde cabiam os quase 13000 espectadores que supostamente faltavam para preencher os 30000 lugares?), dos quais uns 600 seriam bracarenses, Pedro Proença demonstrou os habituais tiques de árbitro português. Parava o jogo por tudo e por nada e amarelou 8 jogadores. Ficou-me a dúvida em relação a um lance com Roberto que me pareceu merecedor de castigo máximo. Jesus também reclama de um lance na nossa área onde não vi nada. Mas vi, isso sim, João Pereira tentando pontapear um jogador nosso num lance em tudo idêntico ao da expulsão de Gregory mas que agora nem sequer a amarelo deu direito.
Resta-nos agora esperar que a paragem seja boa conselheira. A equipa precisa de recuperar forças e, se tudo correr bem, pode ser que tenhamos algum dos lesionados a poder jogar no próximo jogo. Bem precisamos de mais opções (e velocidade) lá na frente. E iremos apanhar no campeonato mais uma equipa vinda de chicotada psicológica: Mior já foi despedido. Antes disso, ainda teremos de jogar para a Taça, num jogo que se espera que seja para uma vitória fácil, e um amigável em Barcelos, contra o Gil.
O Vitória entrou da melhor maneira possível na Liga Portuguesa de Basquetebol, nesta nova era do basquetebol português. Na nossa estreia no renovado escalão principal, vencemos fora o Seixal e por números concludentes: 61-87! Segundo o site do Vitória o MVP foi o norte-americano Willie Taylor.


Uma imensa montanha-russa de emoções no jogo de ontem à noite... À partida, a nossa tarefa era muito complicada. Depois de uma derrota por 2-0 fora de portas, tínhamos de marcar e quase de certeza não sofrer, pois um único golo deles implicaria que teríamos de marcar 4. Fui para o jogo com esperança clara, com o coração aos saltos, mas com a mente a dizer que as probabilidades estavam contra nós e que tudo o que viesse a mais de um bom jogo nosso era "lucro". Pensava eu que seria muito complicado não sofrer golos do excelente contra-ataque que demonstraram no Fratton Park e que a nossa equipa não conseguiria pressionar desde o início. Como estava enganado...
O 11 inicial supreendeu-me. Desagradou-me a saída do Carlitos para a entrada do Wênio (em relação ao jogo da Trofa) mas o jogo provou-me que estava errado. Wênio melhorou e muito e está agora um jogador muito batalhador e foi importante na imensa pressão com que começamos o jogo. A primeira parte foi aliás brilhante da nossa parte. Sem jogar um futebol espetacular, sufocamos o Portsmouth e pressionamos em zonas bem avançadas do terreno. O modelo de jogo favoreceu os jogadores em campo e as oportunidades começaram a surgir perante um nervoso Portsmouth.
Aos 16' Douglas ameaça, aos 18' Danilo fica muito perto do golo num canto e aos 19', após novo canto, surge Douglas, à matador, a fazer o primeiro sem hipóteses para David James. Um golo que o Vitória já merecia e que relançava o jogo.
Aos 36' chega o primeiro remate do Portsmouth, mas o Vitória continuava a dominar mas não conseguimos marcar novamente antes dos 45'. E depois do intervalo tudo mudou... Fruto de uma preparação física "à portuguesa" (não estamos habituados a jogar sempre 2 jogos por semana em alto ritmo) e da intensa pressão exercida, a equipa do Vitória (como um todo) pareceu "rebentar" fisicamente logo no início da segunda parte. Disso se aproveitou o Portsmouth para dominar o jogo, mas de forma algo inconsequente.
Carlitos entra em campo aos 62' para dar frescura às alas vitorianas, mas para nosso azar tem de sair logo depois aos 75' por lesão, entrando o (sempre) desinspirado Jean Coral. Aos 78', Cajuda esgota as substituições, fazendo entrar Fajardo para o lugar do desgastado Luciano, recuando Desmarets para lateral-esquerdo, perante o perigo que a rapidez de Glen Johnson proporcionava. Por esta altura vários jogadores do vitória em campo apresentavam claros sinais de debilidade física, mas estoicamente aguentamos até ao 90'.
Veio o prolongamento e com ele pareceu vir uma alma renovada, nos minutos que decidiram o jogo. Aos 100' o árbitro perdoa incrivelmente uma expulsão a Diarra nas suas barbas, numa clara agressão a Andrézinho que todo o estádio viu. Aos 102' o Vitória quase marca por João Alves, na defesa da noite de David James. E aos 104' um grande balde de água fria. Glen Johnson ganha em velocidade a Desmarets, vai à linha e faz um balão para o segundo poste onde parece o gigante Crouch a saltar mais alto que... Andrézinho, fazendo o 2-1 e matando o jogo. Delírio para os milhares de ingleses que até então estavam calados.
Caímos, mas com muita dignidade e no final os adeptos despediram-se da equipa com uma (mais que) merecida ovação. Perdemos o jogo, mas ganhamos uma equipa. Esperemos agora que a componente física não pese demasiado e que na segunda-feira possamos sair do estigma das "vitória morais" para carimbar 3 pontos frente ao Braga. O Vitória, os jogadores e os adeptos bem o merecem!
Tal como eu em relação ao Paixão Vitoriana, também o excelente caricaturista Miguel Salazar não teve o tempo necessário para fazer um cartoon à altura dos seus pergaminhos e do jogo de hoje à noite. Tenho a certeza que no futuro voltaremos a contar com mais fantásticos desenhos dele. E aqui fica o texto que se destinava a acompanhar a caricatura que já estava idealizada mentalmente para hoje. Tal como o cartoon da primeira mão, seria inspirada no famoso livro de estratégia militar "A Arte da Guerra", de Sun Tzu.
Depois da derrota por 2 golos sem resposta em Portsmouth, a vida está complicada para o Vitória. Será necessário um jogo muito bom da nossa parte para ultrapassar este obstáculo que, tal como o Vitória, vem com renovada confiança depois de ter vencido na última jornada o último classificado.
Depois de um interregno forçado aqui no Paixão Vitoriana estou de volta. E tanta coisa se passou que perdeu o seu timing. Mesmo quero pelo menos referir a importantíssima vitória do passado Domingo na casa do Trofense. Um 3-1 no dia em que Cajuda admitiu que errou contra o Nacional e no dia em que jogamos fora mas dominadores, ao ataque. Não foi uma exibição perfeita, longe disso, mas mais que justificamos a Vitória. Mas já tanto foi falado sobre isso que deixo apenas algumas das muitas ligações interessantes da muito participada "internet vitoriana":