Rui Bragança faz história!
Há 10 anos

Aqui fica o último dos posts de hoje analisando ao pormenor o nosso adversário. Bem sei que poderia fazer isto "render" e ir publicando ao longo de vários dias, mas já estou com a adrenalina do jogo do dia 13 e quis partilhar desde já convosco o que sei.
O FC Basileia joga no bonito estádio St. Jakob-Park. Construído em 2001 com capacidade para 38 500 lugares, viu a sua capacidade aumentar para 42 500 lugares no Euro 2008 e é presentemente o maior estádio de futebol na Suiça. Foi aí, por exemplo, que Portugal defrontou a selecção local no Euro, tendo perdido por 2-0.

O FC Basileia, clube fundado em 1893, é na actualidade o mais forte clube do futebol Suiço. Campeão no ano passado, em termos domésticos, o Basileia já venceu 12 campeonatos e 9 taças.
Na altura as equipas tinham pela frente nova fase de grupos, onde o Basileia encontrou o Manchester United, Juventus e Depor. Corunha. Não conseguiu passar, mas não perdeu um único jogo em casa, ganhando aos italianos e espanhois, e empatando com os ingleses.
Vou iniciar agora uma série de posts que visam dissecar um pouco o nosso adversário europeu, para percebermos o seu valor, o seu plantel, as suas tácticas, o seu passado...
Com uma plateia a rondar as 20 000 pessoas, o jogo começou com algum receio mútuo e uma clara oportunidade para o Gotemburgo logo nos primeiros segundos que não deu golo por pouco. O Basileia recuperou, começou a dominar, e quando estava por cima, aos 19', surge a primeira supresa, com o Gotemburgo a marcar numa bonita jogada de contra-ataque.
Não houve no entanto muito tempo para festejar pois logo aos 26' o trinco internacional Huggel restabeleceu o empate e colocou tudo novamente na estaca zero. Tal como no jogo da primeira mão, e no mesmo minuto, Huggel marcou na sequência de um canto.
A partir daqui o jogo começou a ser quase de um só sentido, com o Basileia a desperdiçar várias oportunidades e a dar a Christensen, o guarda-redes adversário, a chance de brilhar. O intervalo chegou com o 1-1 no marcador e o Gotemburgo na defesa mas sempre perigoso no contra-ataque. E na abertura da segunda parte foi letal, marcando o 2-1 aos 51' por intermédio de Soder.
Parecia neste momento que tudo estava perdido para a equipa da casa. E aos 70' continuava esse resultado. Mas seguir-se-iam os 20' mais dramáticos dos últimos anos para os adeptos do Basileia, como frisou o site oficial deles. Foi uma intensa pressão, quase "massacre", bolas a bater nos dois ferros e finalmente aos 71' chega o merecido empate, numa bola dividida entre um defesa e o internacional australiano Chipperfield.
Estava relançado o jogo e tudo em aberto para os últimos minutos. A bola não entrava novamente e aos 84' surge o grande caso do jogo. Na sequência de centros sucessivos e muitos protestos, o árbitro marca um penalti decisivo a favor do Basileia. Uma cabeçada à queima-roupa, com o jogador sueco a saltar de costas para a bola, que o juiz considerou intencional (ver imagem à direita). Muito mal assinalado, para mim, e este foi o momento que decidiu o jogo. Ergic não perdoou e estava consumada a reviravolta.
O Gotemburgo ainda tentou chegar ao empate mas já faltavam forças. E já no cair do pano, aproveitando o desespero de quem tinha de atacar com tudo, o Basileia chega ao 4-2, com Ergic a bisar. Injusto para o esforço sueco, mas valha a verdade, justo para a imensa produção ofensiva do Basileia ao longo do jogo.
Quanto ao Luís Filipe, é uma opção polivalente para a ala direita (tanto pode jogar atrás como à frente) que nos fortalece. Não é jogador por quem nutra grande admiração, mas sei que fez boas épocas em Braga e no Marítimo, precisamente com o Cajuda. Por isso, dou o benefício da dúvida e acredito que me pode vir a surpreender.

